Perrengues de Viagem: Muitas histórias para contar

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Estamos participando da Blogagem Coletiva #deuruim para compartilhar os nossos perrengues de viagem. Quem viaja sabe que mais cedo ou mais tarde vai passar por algum tipo de apuro. No final deste post, você vai encontrar outras histórias de blogueiros de viagem.

PERRENGUES DE VIAGEM: MUITAS HISTÓRIAS PARA CONTAR

Depois de ficar sabendo de histórias que alguns blogueiros já passaram, temos até que dizer que somos sortudos por ter passados poucos apuros durante as nossas viagens. Selecionamos algumas situações:

  • O Paulo já esqueceu de levar roupas de frio para uma viagem para Washington DC em pleno inverno (já que no Brasil estava muito quente, sabe como é?) e, no primeiro dia, acabou amarrando um saco no pescoço para se proteger do vento (rimos litros até hoje quando lembramos dessa história).
Enquanto a Ana estava de sobretudo, o Paulo improvisou um saco como cachecol para se proteger do frio em Washington DC
Paulo improvisou um saco como cachecol para se proteger do frio em Washington DC
  • Passamos um frio absurdo e tomamos muita chuva em Amsterdam, até que o Paulo encontrou um guarda-chuva virado no avesso em uma lixeira e começou a fazer graça encharcado pelas ruas, arrancando risos dos gringos.
  • Já perdemos conexão de voo de Munique para Viena porque a Lufthansa estava em greve e ficamos esperando no aeroporto por 7 horas até o próximo voo. Em compensação, demos entrevista para uma rede de TV alemã que queria saber nossa opinião sobre a greve. A pior parte é que acabamos perdendo os tickets comprados para a Ópera de Viena naquela noite porque não conseguimos chegar a tempo.
7 horas de espera no aeroporto de Munique por conta da greve da Lufthansa
7 horas de espera no aeroporto de Munique por conta da greve da Lufthansa
  • Já ficamos em hotéis ruins; comemos em restaurantes ruins (com direito a sermos maltratados pelo garçom); fizemos planejamentos equivocados.
  • Já perdemos voo para o Hawaii porque o pessoal da segurança exigia que o nome que estava escrito na passagem tinha que ser exatamente igual ao do passaporte, mesmo explicando a eles que nossos nomes são grandes e não cabem inteiros no cartão de embarque. (E embarcamos no dia seguinte no mesmo aeroporto, no voo do mesmo horário do dia anterior, com o mesmo nome escrito no cartão de embarque e ninguém reclamou, vai entender?)
  • Já pegamos avião de pequeno porte, de hélice, em um dia de chuva na República Tcheca, que balançava tanto que não sabíamos se chegaríamos vivos ao destino.
Avião de hélice em um dia de muita chuva
Avião de hélice em um dia de muita chuva
  • Já enfrentamos um temporal em Nova York em que levamos cerca de 3 horas para chegar ao aeroporto e depois que embarcamos, ficamos mais 4 horas presos dentro do avião porque o piloto não conseguia chegar ao aeroporto por conta das chuvas. (Essa história não é tão simples quanto parece e mereceria um post só para ela!)
  • Já fomos desembarcados de um avião em Chicago porque nos avisaram, depois de 3 horas dentro dele, que uma das turbinas estava com defeito. E nos embarcaram minutos  depois no MESMO avião, porque disseram que “aparentemente” o problema estava resolvido!
  • Nosso trem para Amsterdam atrasou e nos fizeram desembarcar em uma cidade da Holanda que não fazemos ideia até hoje do nome. Tivemos que nos virar para pegar outro trem sem auxílio nenhum dos funcionários. (Entramos em um trem e só ficamos rezando para estivesse nos levando para Amsterdam mesmo!)

Essas são algumas situações pelas quais passamos, mas a que lembramos até hoje como o nosso perrengue de viagem realmente inesquecível é uma história mais longa que durou algumas horas, mas que pareceu uma eternidade!

NOSSO PERRENGUE DE VIAGEM INESQUECÍVEL: PRIMEIRA VEZ JUNTOS NA EUROPA

Sem dúvida, um dos apuros mais marcantes que passamos em viagem foi durante nossa primeira viagem juntos à Europa. E como viajantes inexperientes, deixamos muita coisa interessante fora do roteiro, reservamos hotéis ruins, não procuramos indicações de restaurantes, tiramos a maior parte das fotos com o celular (temos problemas com isso até hoje porque agora precisamos das fotos para colocar em posts no blog e elas são horríveis!). Mas, mesmo fazendo tudo meio “torto”, nossa viagem até o último dia na Europa estava sendo incrível. Até o último dia…

Dia ensolarado em Londres
Dia ensolarado em Londres

ETAPA 1: IR DE TREM DO HOTEL AO AEROPORTO DE LONDRES

Estávamos em Londres e tínhamos que pegar um voo bem cedinho para Nova York, onde passaríamos alguns dias antes de voltar para São Paulo, onde morávamos na época. Para ir até o aeroporto, nós teríamos que pegar um trem que nos levaria diretamente até lá. Saímos super em cima da hora do hotel e chegamos até a estação de trem no limite do horário planejado. A Ana indicou  para o Paulo no guichê da estação a passagem de trem que nós precisávamos comprar enquanto ela ficou com as malas em um cantinho esperando por ele.

trem

Poucos minutos depois, volta o Paulo todo sorridente: “Você me indicou uma passagem mais cara. Comprei uma que nos leva para o aeroporto por um preço muito menor.” Detalhe: ele não percebeu e, nós só fomos saber depois, que acabou comprando uma passagem em que o trem parava em TODAS as estações até o aeroporto. A nossa viagem de trem acabou demorando o DOBRO do planejado. Quando chegamos ao aeroporto, acabamos descobrindo que aquele trem não levava até o Terminal certo do aeroporto Heathrow, em Londres, um dos maiores do mundo. Nós ainda teríamos que fazer uma baldeação, pegando um outro trem, para chegar ao Terminal em que nosso voo decolava! O desespero começou a bater, porque ainda precisávamos despachar a bagagem antes de ir para o portão de embarque e já estávamos muito atrasados.

ETAPA 2: DESPACHAR AS MALAS

Quando, finalmente chegamos ao Terminal correto, fomos despachar a nossa bagagem e fomos informados pela funcionária da companhia aérea que o check in do nosso voo havia sido encerrado e nós o tínhamos perdido. Em segundos pensamos em todos os problemas que iríamos enfrentar em consequência disso: troca de passagem gastando (muito) mais; aluguel do carro que tínhamos feito em Nova York para ir a um outlet e jogaríamos dinheiro fora; reserva do hotel de Nova York que teríamos que pagar mesmo sem dormir lá…

mala

Desesperado, o Paulo suplicou por ajuda da funcionária, falando que não poderíamos perder o voo, que tínhamos compromissos em Nova York, etc. Depois de alguns minutos de muita insistência e pedidos desesperados, a funcionária disse: “Vou despachar a bagagem de vocês, mas vocês terão que correr porque o embarque já foi autorizado!”

ETAPA 3: SEGURANÇA

Saímos correndo pelo aeroporto feito dois alucinados para pegar a fila do check point da segurança para passar pelo detector de metais e raio-x. Ficamos alguns minutos na fila até que chegou a nossa vez. O alívio foi enorme porque ali era “partir para o abraço”. Nunca, jamais, em tempo algum, fomos parados na segurança do aeroporto. Pois é, sempre existe uma primeira vez…e a nossa primeira (e única vez até hoje) foi aquele dia. A bolsa da Ana foi parada para fiscalização e entrou em uma fila atrás de outras 5 pessoas! Bem, nessa hora já era praticamente impossível embarcar. O Paulo, então, em busca de uma alternativa, disse para a Ana esperar ali porque ele iria até o portão de embarque segurar o avião!

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A sensação de “tão perto e tão longe” ao mesmo tempo – estar no aeroporto e não poder embarcar

A Ana começou a implorar para o pessoal da segurança revistar a bolsa porque iria perder o avião, mas recebeu somente desprezo por parte dos funcionários que disseram que ela já havia perdido o voo. A Ana pensou seriamente em deixar a bolsa lá no aeroporto e ir embora, mas lembrou que não poderia fazer isso porque o passaporte italiano do Paulo estava lá dentro. Finalmente, quando chegou a vez da bolsa da Ana ser revistada, os funcionários do aeroporto revistaram item por item da bolsa com um pouco caso e super devagar. Mas, é claro, não encontraram nada de errado. Cada necessaire foi aberta e cada item foi retirado e deixado espalhado em cima de uma mesa. Quando a Ana foi liberada, jogou tudo dentro da bolsa de forma desorganizada e começou a correr como se não houvesse amanhã.

ETAPA 4: CORRA, ANA, CORRA

E a Ana correu, correu, correu, correu e percebeu que para chegar ao portão de embarque teria que, praticamente, atravessar o Terminal inteiro! Chegou um ponto que em jejum (já que os planos eram tomar café da manhã no aeroporto), sem saliva na boca de tanto respirar desesperadamente pela boca correndo, a Ana não conseguia continuar. Tentava e não conseguia sair do lugar. Começou a caminhar, pois já não tinha energia para continuar naquele ritmo. Já sem esperanças, viu o Paulo vindo a seu encontro.

Reprodução do filme "Corra, Lola, Corra" (1998) - como a Ana se sentiu correndo pelo aeroporto Heathrow em Londres
Reprodução do filme “Corra, Lola, Corra” (1998) – como a Ana se sentiu correndo pelo aeroporto Heathrow em Londres

E, claro, ela estava certa de que ele falaria: “realmente perdemos o avião”. Mas, não! Ele veio correndo dizendo que tinha conversado com a comissária de bordo e ela estava aguardando por nós! Finalmente, chegamos ao portão de embarque e a funcionária da Lufthansa, toda simpática, veio nos receber. Conferiu nossas passagens, revistou a bolsa da Ana mais uma vez (!!!) e, por fim, liberou nossa entrada.

ETAPA 5: SERÁ QUE DEVERÍAMOS ESTAR NESSE AVIÃO?

Quando entramos no avião, a funcionária fechou a porta do avião logo em seguida. Todos os passageiros ficaram encarando para saber o que estava acontecendo e a Ana, pálida, com a boca roxa e seca só foi seguindo o Paulo sem saber em que poltrona sentar. Quando nos sentamos, finalmente, não acreditávamos que depois de 4 horas seguidas em que o universo parecia conspirar contra nós, estávamos decolando! E daí já veio às nossas cabeças: “Será que não deveríamos estar nesse avião? Será que era um sinal? Será que vai cair?”

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Uma loucura total de pensamentos que povoam a mente em questão de segundos! Agora não tinha mais volta, depois de tudo o que tínhamos passado estávamos dentro do avião. E, felizmente, já que estamos aqui para contar toda essa história é porque tudo correu muito bem! Depois daquela, fizemos muitas outras viagens! Mas o sufoco que passamos nesta foi tão marcante que nunca mais será esquecido!

LIÇÕES APRENDIDAS

  • O barato sai caro! O Paulo tentou economizar algumas libras na compra da passagem de trem e quase que nós perdemos muito mais dinheiro e tempo por conta disso. Além de todo stress emocional que uma simples “decisão econômica” causou. E acabou aprendendo uma lição:
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Para descontrair um pouco: “Eu não preciso do Google, minha esposa sabe tudo”
  • A Ana aprendeu a reduzir drasticamente o número de itens desnecessários na bagagem de mão para evitar qualquer tipo de problema na segurança e tentamos evitar despachar bagagem sempre que possível. Viajar leve é muito mais fácil.
  • Nós aprendemos a sair ainda mais cedo para não correr o risco de perder o voo. Anos depois, ainda morávamos em São Paulo e saímos com 6 horas de antecedência de casa para pegar um voo internacional e chegamos no aeroporto praticamente na hora do embarque por conta do trânsito. Se não fosse o episódio de Londres, dessa vez teríamos perdido mesmo esse voo, pois não teríamos saído tão cedo de casa.
  • O segredo do sucesso em uma viagem é ser flexível e paciente com os problemas. Nossa viagem não pode ser classificada como ruim porque passamos por um perrengue, pois a maior parte do tempo tudo saiu incrivelmente perfeito e temos sempre muitas histórias para contar!

Em seguida, leia mais histórias de perrengues de viagens dos amigos blogueiros!

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39 COMENTÁRIOS

  1. nossa, já tivemos tantos perrengues assim, um deles em Londres tb! Chegamos em Stansted e, para pegar o voo de conexão, tínhamos que ir até Heathrow…nossa, pagamos 80 libras por um táxi e qse perdemos o voo!

  2. Tô rindo até agora com o saco de supermercado no pescoço ! 😀
    Eu já enrolei uma toalha de praia na barriga pq não tinha blusa de frio suficiente no Vietnã.
    Eu chego hiper antes do embarque exatamente por isso: tudo pode dar errado !

  3. Eita! Paulo, leve seu casaco, homem! E ouça sua mulher, sempre! hahahaha
    Muito boas as histórias!
    Nunca deixo meu marido resolver sozinho nada da viagem. E ele adora! Simplesmente relaxa e deixa eu resolver tudo. Até a mala dele ele prefere que eu faça. rs
    Ainda bem que deu tudo certo sempre no final. Fiquei com pena da Ana!

  4. Adorei o post… Super divertido! Eu sou muito paranóica com essa história de chegar cedo e bem antes do embarque. Acho que aprendi com meu marido, que é pior ainda… Rsrs! Ri muito, também, dos “sinais” para não estar no voo…agora, morando aqui na Holanda há sete anos, eu diria: inverno ou verão, tenha sempre casaco e guarda-chuva à mão!

    • Guaciara, um dia vamos escrever um post contando da história de Nova York.
      Foi o perrengue mais traumático de todas as viagens que já fizemos e, por isso, é difícil falar dele!
      Agradecemos seu comentário! Beijos

  5. Ai, que aflição, até esqueci do plástico no pescoço do seu marido no início, o que me rendeu boas risadas. Ainda bem que deu tudo certo e que aprenderam grandes lições para as outras viagens. Tudo nesta vida tem dois lados, então o saldo acabou sendo positivo.

  6. Em Londres fizemos, também, uma corrida desesperada, pararam a bolsa da Lis para a revista e quando achávamos que perderíamos o avião… ele atrasou quase 2 horas!! Cheguei a me agoniar com sua história!!

  7. Muita agonia pra um post só!!! hahahaha

    Mas é como citei no meu post, pode ter certeza de que quando uma m**** acontecer muito provavelmente outras virão ao longo do dia! kkkk

    Ainda bem que deu tudo certo!

  8. Nossa!!! Juro que na parte que vocês finalmente pegaram o vôo eu já estava “pronta” pra vocês contarem mais algum mini-perrengue! Que bom que deu tudo certo no final. Já aconteceu algo parecido comigo uma vez e desde então tenho me organizado bem mais. Ah, amei a camiseta! Vou procurar uma pro meu marido. hahaha Beijão!!!

    • E o pior que teve mais perrengue, Stephanie! Depois que chegamos a NYC e fizemos as comprinhas no outlet, nos perdemos na hora de voltar para o hotel e fomos parar em um lugar mega estranho (GPS de antigamente, sabe?). Até hoje não sabemos onde fomos parar! hahaha
      Beijos

  9. Só uma palavra: DESESPERO!! Na parte da segurança eu (leitora) já tava quase invadindo a tela pra dar uma bolsada em alguém… imagino vcs o quanto não tiveram que exercer o auto controle hahahaha
    Adorei o post e as histórias!

  10. Pior que quando estamos com o tempo contado tudo parece conspirar para nos atrasar. Passamos por isso em um voo saindo de NYC para Tampa há duas semanas. É tenso, mas no fim dá tudo certo.

  11. Nossa mãe! Essa de quase perder o voo nós passamos saindo de NYC para Tampa. Foi tenso, mas no fim deu tudo certo. Pior que quando estamos com o tempo contado, sempre aparece algo para nos atrasar ainda mais. Hahaha…
    Adorei o post!

  12. Gente, QUE DESESPERO! Essa coisa de voo e horários apertados só complica…

    Mas diminuir os itens em bagagem de mão não é comigo, rs… Já embarquei com o mochilão para um mês de viagem como mala de mão, alegre e contente! Sorte que não encrencaram comigo nunca…

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