MBA no Brasil x nos EUA

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MBA no Brasil x nos EUA: mas será que vale a pena? Neste post vamos procurar explorar esse assunto, mostrando a diferença entre os cursos de MBA no Brasil e nos EUA, pré-requisitos, preparação, dificuldades e oportunidades.

Graduate School of Business da Universidade de Stanford, local em que o Paulo estuda
Graduate School of Business da Universidade de Stanford, local em que o Paulo estuda
  • MBA no Brasil x nos EUA: Quais são as principais diferenças?

A primeira diferença está justamente na definição: MBA no Brasil, é curso de especialização, nos EUA é curso de mestrado em negócios.

Por esse motivo, a carga horária é totalmente diferente. No Brasil, o aluno vai à aula em média 2 vezes por semana no período da noite e continua trabalhando normalmente. Nos EUA, o curso é em período integral e é praticamente impossível continuar conciliando trabalho com estudos.

No Brasil, cursos de mestrado são voltados para um fim muito mais acadêmico, mas nos EUA, o mestrado em negócios é um curso que prepara o aluno para enfrentar desafios no mercado de trabalho.

Uma coisa que é preciso ter em mente é a também que usamos no Brasil uma nomenclatura diferente dos EUA: um aluno cursando uma graduação no Brasil é um “undergraduate” nos EUA. No caso de um mestrando no Brasil, aqui nos EUA é chamado de  “graduate” ou “grad student”. Um curso de pós-graduação que conhecemos no Brasil é considerado um “Certificate Program” aqui nos EUA (Programa com Certificado). Este último é exatamente o que a Ana está fazendo aqui em Stanford. Precisa fazer um “application”, que significa preencher um formulário com seus dados acadêmicos e profissionais, passar por uma avaliação de um corpo acadêmico e ser aprovado para fazer o curso (assim como é feito no caso de MBA no Brasil).

  • Quais são os pré-requisitos para fazer um MBA nos EUA?

Em geral, as universidades americanas exigem que seja feita uma prova para testar os conhecimentos de inglês e matemática (GMAT – Graduate Management Admission Test) e, no caso de estrangeiros, é preciso fazer o TOEFL (Test of English as a Foreign Language) que consiste em um teste para medir a proficiência em inglês, considerando interpretação de texto, escrita, conversação e compreensão de áudio em inglês.

Com essas notas, o candidato preenche as informações do “application” em cada uma das universidades que têm interesse. Os formulários consistem basicamente em preencher com informações acadêmicas e profissionais. É preciso também fazer as “essays”, que são espécies de redações sobre situações profissionais e pessoais que enfrentou, desafios, etc. É bem trabalhoso. Cada universidade tem seu próprio processo e avaliação. Se for selecionado na primeira triagem, o candidato é encaminhando para a última fase do processo: uma entrevista que pode ser presencial ou via Skype.

Desta forma, ter uma boa nota no GMAT e TOEFL é apenas um pré-requisito para se candidatar a uma vaga. Há muitas pessoas com notas altíssimas que não são aprovadas e pessoas com notas consideradas apenas boas que acabam sendo aprovadas, pois se destacam no application e na entrevista.

  • Como é a preparação para tentar uma vaga?

No caso do Paulo, foram 2 anos entre estudar para o GMAT e TOEFL, fazer os applications e ser aprovado. O processo é intenso e é necessário ter muita dedicação. O Paulo costumava estudar para o GMAT mais de 30 horas por semana. Segundo ele, o conteúdo da prova não é difícil, pois o conhecimento de matemática é de segundo grau. Porém, a prova é longa e exige que o candidato seja muito rápido para responder as perguntas. As perguntas têm graus de dificuldade distintos e este grau vai aumento no decorrer da prova. Se você erra uma questão, a seguinte será mais fácil. Se você erra várias logo no começo da prova, não consegue atingir uma pontuação adequada para se candidatar ao MBA.

O score do GMAT é muito relativo. Para as universidades top de linha, é necessária uma pontuação muito alta, acima de 700 pontos.  Já para universidades medianas (e mesmo assim boas), pode-se tirar notas piores.

  • Quais são as maiores dificuldades?

No processo, a maior dificuldade que o Paulo sentiu foi conciliar trabalho com estudos. Além do trabalho como consultor na área de tecnologia, é também empreendedor. Ele estudou em todos os feriados e finais de semana ao longo de quase 2 anos. A dedicação para responder às perguntas do application e fazer as essays também deve ser grande. Você tem um limite de palavras em cada questão e, por isso, tem que ter um texto efetivo e bem elaborado, que consiga transmitir quem você é e o que você pensa, causando um impacto positivo nos avaliadores.

  • Como surgiu o interesse em fazer um MBA no exterior?

O Paulo queria uma experiência bem disruptiva na carreira, que ele pudesse ter uma dedicação total. Soma-se a isso a questão empreendedora. Embora ele fosse empregado de uma multinacional conceituada, sempre teve interesse em aprimorar o lado empreendedor e enxergava no MBA uma boa oportunidade de desenvolver habilidades e adquirir conhecimentos que até então estavam latentes.

  • Por que Stanford?

O Paulo foi aprovado tanto em Stanford, na California como no MIT (Massachusetts Institute of Technology) localizado na região de Boston. A opção por Stanford foi porque ele considera que é a melhor universidade de business do mundo, localizada em um local de fervor cultural e empreendedorismo como nenhum do lugar do planeta.

  • Como é a metodologia de ensino nos EUA?

Nos EUA a metodologia de ensino é bem diferente do Brasil. Você tem que se preparar antes de ir para aula. Isso faz com que as discussões e debates sejam mais intensos e interessantes. O Paulo considera a metodologia  muito boa e imersiva, estimulando a criatividade, o pensar “fora da caixa” com rigor acadêmico.

  • Vale a pena?

É claro que estar em outro país, aprendendo sobre uma nova cultura e convivendo com pessoas de diversos países é uma experiência impagável. Mas não é só isso, é muito mais do que isso. Segundo o Paulo, o curso muda sua forma de enxergar o mundo. Ele já havia feito o curso de MBA da FGV e acredita que é a experiência é completamente diferente. O objetivo de estudar fora do Brasil era dar uma guinada profissional e ter uma substancial evolução cultural.

  • Todo mundo deve fazer um MBA no exterior?

O Paulo acha que não. Em primeiro lugar, não é só porque a universidade fica fora do Brasil que o curso é bom. Infelizmente, existem muitas universidade “picaretas” em qualquer lugar do mundo. Para valer a pena sair do Brasil, tem que ser para uma boa universidade, Na opinião do Paulo, a universidade tem que estar no mínimo entre as 20 melhores universidades do mundo para valer o investimento. E ser aprovado em uma delas não é fácil. Você precisa ter uma boa formação acadêmica no Brasil e experiência profissional. Além disso, vai depender dos objetivos e momento profissional de cada um. O Paulo sempre teve o sonho de estudar no Vale do Silício porque é o principal local das empresas de tecnologia do mundo. E como ele também tem objetivos empreendedores, Stanford é o local perfeito para se desenvolver.

Quem tiver dúvidas ou curiosidades sobre MBA nos EUA, pode mandar para gente ou acessar o site da Business School de Stanford para conhecer os programas disponíveis. Além do mestrado, há cursos de curta duração também: http://www.gsb.stanford.edu

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